sexta-feira, 24 de outubro de 2008

DEPRESSÃO MUNDIAL, UMA VISÃO DE LONGO PRAZO

Estamos nos movendo em direção a um mundo protecionista. Estamos nos movendo para um papel muito maior do governo na produção. Mesmo os EUA e a Grã Bretanha estão nacionalizando parcialmente os bancos e as grandes empresas moribundas. Nos dirigimos a uma distribuição conduzida pelo governo, que pode assumir modos social-democratas à centro-esquerda ou formas autoritárias de extrema direita.


Immanuel Wallerstein - La Jornada

A depressão já começou. Alguns jornalistas, um tanto constrangidos, seguem perguntando aos economistas se talvez não estejamos só entrando numa mera recessão. Não creia neles nem por um minuto. Já estamos no começo de uma depressão mundial de grande envergadura com desemprego maciço em quase todas as partes. Pode assumir a forma de uma deflação nominal clássica, com todas as suas conseqüências para as pessoas comuns. É um pouco menos provável que assuma a forma de uma inflação galopante, que é somente uma outra forma de derrubar valores, inclusive pior para as pessoas comuns.

É claro que todo mundo se pergunta o que disparou essa depressão. Serão os derivativos, que Warren Buffett chama de "armas financeiras de destruição em massa"? Ou são, por acaso, as hipotecas subprime? Ou os especuladores do petróleo? Julgar culpas não tem importância real. Isso é concentrar-se na poeira, como dizia Fernand Braudel, dos eventos de curta duração. Se quisermos entender o que está ocorrendo necessitamos lançar um olhar amplo para outras temporalidades, que são muito mais reveladoras. Um é o dos vai-e-vens cíclicos de média duração. O outro é aquele das tendências estruturais de longa duração.

A economia-mundo capitalista teve, durante vários séculos, pelo menos duas formas de vai-e-vens cíclicos. Uns são os chamados ciclos de Kondratieff, que historicamente teriam uma duração de 50-60 anos. E outros são os ciclos hegemônicos, que são muito mais longos.

Em termos de ciclos hegemônicos, os EUA foram um adversário dessa hegemonia nos idos de 1873; conseguiu sua hegemonia depois de 1945 e vem declinando desde os anos 70. As loucuras de George W. Bush transformaram esse declínio lento em precipitado. E agora já estamos longe de qualquer retomada da hegemonia estadunidense. Entramos, como acontece normalmente, num mundo multipolar. Os EUA permanecem como potência forte, talvez a mais forte, mas continuará declinando em relação a outras potências, nas próximas décadas. Não há muito o que alguém possa fazer para mudar isso.

Os ciclos de Kondratieff têm uma temporalidade diferente. O mundo saiu da última fase B do ciclo Kondratieff em 1945, e então o retorno mais forte à fase A vem ocorrendo, na história do sistema-mundo moderno. Chegou ao seu clímax por volta de 1967-1973, e começou o seu descenso. Esta fase B foi muito mais longa que as fases B anteriores e seguimos nela.

As características de uma fase B de Kondratieff são bem conhecidas e coincidem com o que a economia-mundo vem experimentado desde os anos 70. As taxas de lucro nas atividades produtivas baixam, especialmente naqueles tipos de produção que tenham sido mais rentáveis. Em conseqüência, os capitalistas que desejem níveis de lucro realmente altos se inclinam para o setor financeiro, e se envolvem no que basicamente é especulação. Para que as atividades produtivas não se tornem tão pouco rentáveis, têm de mudar-se das zonas centrais para outras partes do sistema-mundo, negociando custos menores de transação com mão-de-obra mais barata. É por isso que começam a desaparecer os empregos em Detroit, Essen e Nagoya, e a se expandirem nas fábricas da China, da Índia e do Brasil.

Quanto às bolhas especulativas, algumas pessoas sempre fazem muito dinheiro com elas. Só que cedo ou tarde as bolhas especulativas sempre arrebentam. Se se pergunta por que essa fase B do ciclo Kondratieff durou tanto, é porque os poderes existentes - o Departamento do Tesouro e o Federal Reserve (Banco Central) norte-americanos, o FMI e seus colaboradores na Europa ocidental e Japão - intervieram regularmente no mercado e de maneira importante para ajudar a economia-mundo - em 1987, quando a bolsa despencou; em 1989, no colapso do crédito e das poupanças nos EUA; em 1997, com a queda das bolsas na Ásia oriental; em 1998, pelas mãos dos chamados Long Term Capital Management, um fundo Hedge de capitais de longo prazo; em 2001-2002, com Enron. Com base no que aprenderam com as lições das fases B anteriores de Kondratieff, os poderes existentes pensaram que podiam vencer o sistema. Mas há limites intrínsecos para fazer isto. E agora chegamos neles, como Henry Paulson e Ben Bernanke o estão aprendendo para sua vergonha e talvez assombro. Desta vez não será tão fácil, provavelmente será impossível, evitar o pior.

No passado, uma vez que a depressão dava rédea solta a seus estragos, a economia-mundo se levantava com base nas inovações que podiam ser quase monopolizadas por um tempo. Assim, quando se diz que o mercado financeiro voltará a levantar-se, é isso o que se pensa que ocorrerá, agora como no passado, depois de as populações do mundo sentirem todo o estrago causado. E talvez em alguns poucos anos assim seja.

Há, contudo, algo novo que pode interferir nesse belo padrão cíclico que tem sustentado o sistema capitalista por uns 500 anos. As tendências estruturais podem interferir nas tendências cíclicas. Os traços estruturais básicos do capitalismo como sistema-mundo operam mediante certas regras que podem ser traçadas num gráfico como um equilíbrio em movimento ascendente. O problema, como acontece com todos os equilíbrios estruturais de todos os sistemas, é que com o tempo as curvas se movem para muito além do equilíbrio e se torna impossível regressar ao ponto anterior.

O que se fez para que o sistema tenha se tornado tão distante do equilíbrio? Grosso modo, o que ocorre é que, ao longo de 500 anos, os três custos básicos da produção capitalista - pessoal, insumos e impostos - têm subido constantemente no percentual dos preços possíveis de venda, de tal modo que hoje se tornou impossível obter grandes lucros da produção quase monopolizada que sempre foi a base da acumulação capitalista significativa. Não é porque o capitalismo esteja falhando no que faz melhor. É precisamente porque o está fazendo tão bem que finalmente minou a base para acumulações futuras.

Quando chegamos a esse ponto o sistema se bifurca (na linguagem dos estudos de alta complexidade). As conseqüências imediatas são uma turbulência altamente caótica, que nosso sistema-mundo está experimentando neste momento e que seguirá experimentando por uns 20-50 anos. Como todos apostam na direção que pensam ser a mais imediatamente adequada para sua perspectiva, emergirá uma ordem de caos numa das veredas dos muitos caminhos alternativos diferentes.

Podemos assegurar com confiança que o presente sistema não sobreviverá. O que não podemos predizer é qual nova ordem será escolhida para substituí-lo, porque esta será o resultado de uma infinidade de pressões individuais. Mas cedo ou tarde um novo sistema se instalará. Não será um sistema capitalista, mas pode ser algo muito pior (ainda mais polarizado e hierárquico) ou algo muito melhor (relativamente democrático e relativamente igualitário) que o atual sistema. Decidir um novo sistema é a luta política mundial mais importante de nossos tempos.

E, quanto às perspectivas imediatas de curta duração, ad interim, é claro o que ocorre em todas as partes. Estamos nos movendo em direção a um mundo protecionista (esqueça-se da chamada globalização). Estamos nos movendo para um papel muito maior do governo na produção. Mesmo os EUA e a Grã Bretanha estão nacionalizando parcialmente os bancos e as grandes empresas moribundas. Nos dirigimos a uma distribuição populista conduzida pelo governo, que pode assumir modos social-democratas à centro-esquerda ou formas autoritárias de extrema direita. E nos movemos em direção a conflitos sociais agudos no interior de alguns estados, à medida que todo o passa a competir por uma fatia menor do bolo. No curto prazo, não é, de modo algum, um panorama agradável.

Immanuel Wallerstein, sociólogo norte-americano, um dos teóricos da Teoria do Sistema Mundial (de onde vem a expressão Sistema-Mundo) e pesquisador sênior da Universidade Yale. É autor de Sistema Mundial Moderno, de 1974.

Tradução: Katarina Peixoto

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A CRISE FINANCEIRA GLOBAL QUE O MUNDO VIVE FOI PROFETIZADA COM ANTECEDÊNCIA

O mundo está sendo sacudido por uma crise financeira sem precedentes, que só nos EUA já consumiram U$ 700 bilhões, na Rússia U$ 15 bilhões, na Europa mais U$ 150 bilhões e no Brasil U$ 60 bilhões. Estima-se que o custo total da crise poderá ultrapassar a casa dos U$ 1,3 trilhões.

No final dos anos 80 o Senhor Deus Todo-Poderoso deu ao pastor Morris Cerullo uma revelação sobre as grandes crises que se abateriam sobre mundo nas próximas décadas. Esse profeta e homem de Deus registrou essa revelação e publicou no mundo inteiro, pois o Senhor pretendia, com isso, preparar o seu povo para os eventos que ocorreriam durante as próximas décadas.

Uma das 5 principais crises que Deus mostrou ao pr. Morris Cerullo foi uma crise financeira de conseqüências mundiais. Naquela época, o pr. Cerullo escreveu “passaremos por um abalo econômico mundial que resultará no colapso de nosso sistema monetário. Esse choque econômico acontecerá subitamente, espalhando ondas pelo mundo. Será a abertura para o estabelecimento de um novo sistema monetário mundial sob um governo mundial emergente”. Ele disse ainda que o propósito da profecia não era assustar, mas sim preparar o povo de Deus para o que viesse a acontecer, pois o que cada pessoa fizer com suas finanças hoje e nos próximos meses determinará como irá sobreviver a essa crise.

Em 1987, o mercado de ações entrou em queda, fazendo com que cerca de 1 trilhão de dólares “evaporassem” do mercado de ações em apenas três. Em 1989, o mercado de títulos comerciais de baixo valor entrou em colapso, tirando de circulação centenas de companhias de poupança e empréstimo, o que custou 500 bilhões de dólares aos contribuintes americanos. Falências de empresas e indivíduos alcançaram números recordes – mais de um milhão de falências em 1993. Os EUA convivem com uma dívida de 15,6 trilhões de dólares, o que inclui os governos federal, estaduais e municipais, mais a dívida de todas as corporações e indivíduos. As nações do mundo estão devendo coletivamente mais de 25 trilhões de dólares. A taxa de endividamento e de inflação tem aumentado em vários países desenvolvidos.

Essa crise que o mundo está presenciando atualmente é um aprofundamento da crise que se iniciou na década passada. E a cada dia tende a piorar e se agravar. O que veremos é o total esfacelamento da economia mundial e norte-americana. O Senhor já revelou isso ao seu povo. Prepare-se para um desastre econômico de proporções globais! O pânico será generalizado. Os grandes economistas e famosos estrategistas financeiros ficarão perplexos, sem saber o que fazer. Não terão soluções a apresentar, por causa da complexidade e da gravidade da situação. É nesse cenário que a ONU já está discutindo a chamada “Governança Global”, que nada mais será do que um governo mundial centralizado, cenário preparado para receber o anti-Cristo.

Mas em meio a esse caos e confusão, o povo de Deus não será atingido. O mundo verá a mão de Deus com provisão sobrenatural para o seu povo! Será o cumprimento da profecia registrada em apocalipse 6:6 “Então ouvi o que parecia uma voz entre os quatro seres viventes, dizendo: ‘Um quilo de trigo por um denário, e três quilos de cevada por um denário, e não danifique o azeite e o vinho”. Isso significa que terá início uma fome de proporções mundiais. Deus enviará juízo financeiro sobre o mundo, e isso resultará em fome. O alimento de um dia custará o equivalente a um mês de trabalho. E isso já começou a acontecer em várias nações. Entretanto, se você for filho de Deus e permanecer fiel ao relacionamento que mantém com Ele por meio da Nova Aliança do sangue de Cristo, não precisará temer nada! Deus reservou para você provisão sobrenatural: as suas necessidades serão supridas quando o mundo vacilar sob o terrível colapso financeiro.

Todas as segundas-feiras receba mais entendimento e uma palavra apostólica e profética sobre esses acontecimentos e aprenda mais sobre os princípios da Palavra de Deus para viver pessoalmente em Vitória Financeira, às 10 horas da manhã na COMVIDA FM 104,9MHz. Você também pode participar dos cultos de Vitória Financeira, no Ministério Ágape da Restauração às terças-feiras 19:30hs, na Rua Bahia esquina com Minas Gerais, aqui em nossa cidade.

Fonte: Bíblia de Estudo "Batalha Espiritual e Vitória Financeira", editora Central Gospel.