COMO CELEBRAMOS O PENTECOSTE EM 2009
Na noite do dia 29 de maio celebramos Pentecostes. Com cânticos, alegria, instrumentos, palmas, danças, ofertas e leitura da Palavra de Deus, celebramos àquele que tem nos sustentado e que abre os céus sobre nós.
Apesar do acontecimento registrado em Atos 2 ser a primeira lembrança dos cristãos quando se fala em Pentecostes, essa Festa foi instituída por Deus no Velho Testamento, descrita em Levítico 23:15-16, Números 28:26-31 e Deuteronômio 16:9-12, para que seu povo celebrasse, perpetuamente, as primícias da colheita que se iniciava.
Em hebraico esta festa é chamada shavuot, que significa “festa das semanas”. No Novo Testamento é chamada de “Pentecostes”, que é a palavra grega para “cinquenta dias”. Pentecostes é a festa dos céus abertos e é celebrada 50 dias após a Páscoa, quando se inicia o tempo da colheita.
Quando o Senhor mandou que seu povo “entrasse e possuísse a terra” (Deut. 1:8), eles os advertiu de que aquela era uma terra que “da chuva dos céus beberia as águas” (Deut. 11:11), ou seja, que seu povo deveria confiar n'Ele e ter a Ele como fonte de sua provisão, pois assim sendo, quando a terra estivesse pronta para receber a chuva, Ele enviaria as águas, para que a terra pudesse produzir os seus frutos.
O povo de Deus aprendeu a reconhecer que o suprimento para as nossas necessidades físicas é um ato da maravilhosa graça de Deus. E o pentecostes é, antes de tudo, um tempo para abrirmos o coração a Deus, ofertando e louvando-o com alegria.
Segundo Robert Heidler, um tremendo homem de Deus que tem sido usado para restaurar na Igreja o entendimento dos ciclos de Deus para o seu povo, há três níveis de significado para o Pentecostes, e cada nível representa uma nova forma das bênçãos de Deus se manifestarem:
O Primeiro Nível é receber de Deus a bênção de sermos supridos com abundância. O Pentecostes celebra a provisão de Deus para nos atender em todas as nossas necessidades físicas.
Do primeiro feixe de cada colheita o povo de Deus trazia ao templo uma oferta de ação de graças, sabendo que Deus tinha aberto os céus para lhes trazer o pão da terra. Essa era uma oferta em culto a Deus – oferecida pela fé – trazida antes de toda a colheita ter sido feita. Essa oferta era dada a Deus no Pentecostes!
O Segundo Nível é a revelação sobrenatural. O Pentecostes foi o dia em que Deus abriu os céus para revelar a sua Palavra, quando, no Sinai, cinquenta dias após a Páscoa, Deus mandou Moisés subir ao topo da montanha. Lá os céus se abriram e Deus lhe deu a Torah.
A palavra Torah de fato significa “ensinamento de Deus”. Torah é a revelação da vontade de Deus, do seu amor e do seu caráter. Toda a Escritura é a Torah. No Pentecostes Deus revelou o seu coração ao seu povo! O Pentecostes celebra a liberação da revelação de Deus.
No Terceiro Nível, tal como o fogo que caiu sobre o monte Sinai, o Fogo da Glória do Senhor caiu sobre os discípulos, quando eles estavam reunidos em Jerusalém, obedecendo a ordem de Jesus, de aguarda pelo derramamento do Espírito Santo. Eles foram revestidos com o poder de Deus. Os dons do Espírito Santo foram ativados sobre eles. A unção de Deus lhes possibilitou verem o doente curado, o oprimido liberto, o Evangelho proclamado com ousadia, e o mundo transformado.
É isso que a Igreja espera, hoje. A Igreja, por todo o mundo, está clamando por um novo Pentecostes, por um avivamento de dimensão mundial, com uma colheita sobrenatural.
Quando nos colocamos diante de Deus buscando novas bênçãos, é importante reconhecer as bênçãos que já recebemos anteriormente. Os discípulos, ali em Jerusalém, encheram-se da Palavra de Deus, dedicando uma noite inteira ao estudo e à meditação de passagens da Torah.
Quando meditamos na Palavra, ajustamos a nossa mente para ter pensamentos de Deus, entrando em sintonia com eles. E a fé é liberada para recebermos um novo mover do Espírito. Quando, no passado, os discípulos celebravam as bênçãos do Pentecostes, eles se posicionavam para receber algo novo.
Da mesma forma que fizeram os discípulos na Igreja primitiva, hoje nós estamos nos movendo nos Ciclos estabelecidos por Deus: Páscoa, Pentecostes, Tabernáculos. E em meio a esse resgate da cultura bíblica, dos valores do Reino de Deus, vamos celebrando e proclamando o Evangelho da restauração de todas as coisas aos propósitos do Criador (Lc. 19:10).
Durante a noite do dia 29 de maio celebramos, relembramos o rhema, estudamos a Palavra, ofertamos, dançamos, cantamos e declaramos a redenção de Rondon do Pará e da Nação brasileira. O Senhor nos visitou naquela noite e sentimos a presença do seu Santo Espírito em nosso meio. Foi tremendo.
Pr. Fidelis Paixão
Ministério Ágape da Restauração
Rondon do Pará
Bibliografia citada:
Robert D. Heidler “Ciclos de Deus – Celebrando as Festas Bíblicas”, São Paulo, editora Associação do Ministério Ágape Reconciliação, 2007.


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