segunda-feira, 5 de abril de 2010

A PÁSCOA INICIA UM NOVO CICLO EM NOSSAS VIDAS


Salmos 90:12 “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios

Nesta semana entramos na celebração bíblica da Festa da Páscoa. Nos primeiros dias, do primeiro mês do ano (Abibe), no calendário estabelecido pelo Senhor para o Seu povo. A páscoa foi instituída por Deus para que nos lembrássemos da libertação que Ele providenciou para o Seu povo. Páscoa fala de libertação, de nova vida, de início de um novo ciclo, por isso é a primeira festa celebrada no ciclo anual que Deus estabeleceu.

Falar em ciclos é importante porque vivemos ciclos em nossas vidas e o próprio Deus estabeleceu  esses ciclos para que seus propósitos se cumprissem. Existem os ciclos de Deus, que nos levam para cima, para avançarmos na conquista da terra (promessas) que Ele nos prometeu, para o estilo de vida (vitoriosa) que Ele nos gerou. Mas Satanás envia seus ataques para o movimento do ciclo ser para baixo, para que tudo volte à estaca zero (crises). Devemos estar atentos para fazer o ciclo avançar para cima. A palavra rhema que recebemos como Ministério Ágape da Restauração nos diz que “muitas coisas em nossas vidas estão avançando para completar um ciclo em que serão destruídas as estratégias do inimigo de roubar o nosso futuro”.

Assim como nós temos um rhema, o povo de Israel, ao sair do Egito tinha um rhema. E foi esse rhema a única garantia que tinham de que seriam “uma grande nação, um povo próspero e conhecido pela sua sabedoria e Inteligência”. Quando esse povo recebeu o rhema, muitos duvidaram e morreram no deserto, sucumbiram aos ciclos de derrota do inimigo. Mas aqueles que prevaleceram com fé, com esperança, que não desistiram, esses puderam contemplar o cumprimento do rhema, como aconteceu com Josué, Calebe e seus descendentes (Salomão e a rainha de Sabá em I Rs. 10:1-13).

A páscoa é a festa da florescência (primavera) e da esperança. Nela podemos contemplar todas as provações que vieram, os desertos que atravessamos desde que fomos libertos do cativeiro do Egito (o mundo e seu sistema de crenças, valores e pecados). Essas provações vieram e desenvolveram a nossa fé e fizeram uma nova força surgir dentro de nós.  As batalhas nos serviram para nos ensinar a entrar no descanso de Deus, que não é sinônimo de paralisia, mas de travessia para o destino prometido. Nós somos um povo que temos um destino prometido e durante a nossa caminhada avançamos para cima, obrigando as provações a servirem ao ciclo de Deus de nos impulsionar para cima. Somos conversores de destinos. A fé nos dá o sentido de Deus para nossas vidas, um sentido tal que Ele se torna mais importante do que a vida em si, e é por isso que as coisas boas acontecem.

Esta é a época para crescer, para alargar e realinhar nossas fronteiras. Época de conquista e de construção dos propósitos de Deus em nossas vidas, cidades, famílias, negócios. A Festa da Páscoa foi instituída junto com a Festa dos Pães Ázimos, do jejum de fermento, pois o fermento tem uma conotação de “pecado”, de “influência do Egito (do mundo e seu sistema de valores e crenças) em nossas vidas. Na Festa dos Pães Ázimos somos chamados a limpar as nossas casas:
A vida individual: I Cor. 6:19 “Ou não sabeis que sois o templo, o vosso corpo é o santuário do Espírito Santo?!”
O lar (ambiente familiar): assim como o pai tinha que trazer o cordeiro, a mãe limpar o fermento; é responsabilidade dos pais trazer Jesus para suas casas e retirar fora da família tudo que tiver errado, fora dos propósitos de Deus.
A Igreja (congregação): Hb 3:6 – Deus quer o fermento da falsa doutrina, da idolatria, da religiosidade, do pecado, fora da congregação dos santos.

A Festa dos Pães Ázimos (no NT) nos fala de cico tipos de fermentos
1.      O fermento dos fariseus (Mt. 16:6-12 e Lc. 12:1) que é a hipocrisia do pecado oculto. São religiões de fachada, tem uma frente bonita, mas são vazias no seu interior, quando as pessoas dizem “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, são religiões de espetáculos. Os fariseus são aqueles que crêem, mas não vivem o que crêem e pregam.
2.      O fermento dos saduceus (At. 23:8 e Mc. 12:18) é a negação do sobrenatural, a religião de filosofia, pensamentos, doutrinas e controvérsias. Os saduceus negavam o sobrenatural, a ressurreição, os anjos, os milagres, o Espírito Santo. Hoje são pessoas que acham que o tempo dos milagres acabou. Os saduceus são aqueles que não crêem, formulam suas próprias teorias, mas não vivem o que formulam, apesar de viverem criticando a hipocrisia dos fariseus.
3.      O fermento de Herodes (Mc. 8:15) que simboliza o amor ao mundo e suas riquezas. Jesus menciona Herodes como um homem mundano, uma raposa, um homem “esperto” segundo os padrões do mundo. Herodes ouviu várias vezes a mensagem de João Batista e não se arrependeu. Em I João 2:15 diz “não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo”. Podemos usar as coisas do mundo, mas não devemos amá-las e nos apegar a elas.
4.      O fermento dos Gálatas (Gl. 3:1,2; 5:9) era uma religião de legalismo, de aparências exteriores.  Misturavam lei e graça, carne e espírito, escravidão e liberdade. São pessoas que começaram muito bem na fé, receberam o Espírito Santo, mas não rompem com os ciclos de derrota do diabo em suas vidas, vivem olhando para trás e passam a viver uma vida de fascínio pelas obras da carne.
5.      O fermento dos Corintos (I Cor. 5:1-13) este fermento representa a malícia dos pecados sexuais, a imoralidade, o uso do corpo para satisfação carnal, a falta do verdadeiro amor que usa as pessoas para sua satisfação própria sem se importar com as conseqüências. São crentes soberbos, cheios de si, vangloriosos, que se associam com mundanos e sentem prazer na “roda dos escarnecedores”.

Jesus veio nos libertar do poder do pecado sobre as nossas vidas, libertando-nos de nós próprios. Essa libertação se alcança com Fé na Obra do Calvário; Fé na Palavra de Deus, no rhema (promessa) para nossas vidas; Fazendo-nos mortos, crucificados, com Cristo: mortos para a natureza de pecado, ressuscitados para a vida nova com Jesus.

A Festa da Páscoa se completa com a Festa de Primícias, que celebramos hoje. As primícias são os primeiros frutos manifestados por uma nova vida que vivemos com Jesus. Assim como ele foi a primícia, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos (I Cor. 15:20 e Col. 1:18) e foi através dele que nós passamos a ser aceitos por Deus, somos seus frutos levados à presença do Pai Celestial. Da mesma forma, os primeiros frutos devem se manifestar em nossas vidas através dos passos firmes que damos em direção à conquista dos propósitos de Deus em nós. A primícia, ou penhor, é para garantir que a totalidade da colheita está assegurada e que não há possibilidade de falhar, por isso somos mais que vencedores em Cristo Jesus, não tem como dar errado!

Romanos 6:6 “sabendo isto, que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; (...) a fim que Romanos 6:14 “o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, e, sim, da graça.”

Celebremos hoje na convicção de que temos um rhema, de que iniciamos um novo ciclo para avançar naquilo que o Senhor nos prometeu. Prossigamos rumo ao alvo, que é Cristo em nós, esperança da glória!

“Porque Eu vivo, assim também vós vivereis”, diz o Senhor (João 14:19).

Pr. Fidelis Paixão
Ministério Ágape da Restauração de Rondon do Pará
Rondon do Pará, 02 de abril de 2010

Referências:
Ap. Rafael Ortiz, "Feliz Festa da Páscoa", 2010.
Robert D. Heidler, "Ciclos de Deus - celebrando as Festas Bíblicas", 2007.  
Pr. Tony Silveira, "As Festas de Israel", 1999.
Fotos da Festa da Páscoa 2010 no MAR Rondon do Pará

3 comentários:

Paz!!!Luara no Reino!!! disse...

Marcar uma tranformação por um ritual é sempre importante,nos ajuda a se comprometer!
http://www.prosperarteonline.blogspot.com/

Marcello de Oliveira disse...

Shalom!

Uma alegria conhecer seu blog. O Eterno lhe conduza em triunfo.

Medite em 2 Co 2.14

Nele, Pr Marcelo

Visite: http://davarelohim.blogspot.com/


E veja o texto: Paulo, um pregador extraordinário

P.s>>> Caso vc se identifique com o blog, torne um seguidor. Será uma honra!

Grato.

NICODEMOS disse...

Paz seja contigo

Estudo este teu é providencial e deve ser lembrado pelos irmãos.

Celebrar a verdadeira passagem das trevas para a Luz e remover o feremnto de nossas vidas e da igreja são insdispensaveis para o crescimento saudavel na fé de Deus.

Fico feliz por ter lido aqui tais palavras e me setirei honrado com sua visita ao meu blog.

atalaiadocastelo.blogspot.com

Lá proponho algumas criticas e observações acerca da igreja atual.