quarta-feira, 28 de setembro de 2011

FELIZ ROSH HASHANÁ


Rosh Hashaná marca o início do ano novo no calendário bíblico. Para nosso entendimento, marca o inicio de um novo ciclo. Essa festa foi estabelecida por Deus em Levíticos 23:23-42 e é também o início de um período de dez dias chamados Iamim Noraim (em hebraico, dias temíveis), que termina em Iom Kipur (Festa da Expiação). Durante esses dias, reavaliamos atitudes, confessamos pecados e lamentamos os erros cometidos no ano (ou ciclo) que passou. Onde erramos? Por que erramos? O que deveríamos ter feito de melhor ou diferente? Planejamos ser melhores no ano (ou ciclo) que vai começar. Essa reflexão é chamada de teshuvá, que em hebraico significa retorno, no sentido de “retorno ao Senhor através do arrependimento pelos erros cometidos”.

Na congregação hoje nós oramos, refletimos, louvamos e compartilhamos do pão e do vinho, em memória a Yeshua, que se deu por amor a nós, para propiciar o perdão de nossos pecados e nos reconciliar com Deus. O momento mais importante da cerimônia é o toque do shofar. Durante o toque do shofar somos motivados a abrir nossos corações e pedir a Deus que nos dê um ano (ciclo) novo doce e feliz. O toque do shofar desperta nossas consciências para a teshuvá (orações). Essa celebração de Rosh Hashaná também é conhecida como "Festa das Trombetas". A Palavra diz que quando Yeshua voltar, os sons das trombetas soarão por toda a terra. Trombetas nos convocam para ações urgentes, para nos levantarmos, estarmos em prontidão e marcharmos. 

Em Rosh Hashaná o Senhor nos chama para refletirmos sobre o seu propósito para nós como um povo com um rhema. Chamados para possuir uma terra, para influenciar com a cultura do reino, para preparar um legado para as próximas gerações, precisamos estar aptos. Um exército que não marcha unido, no mesmo passo e com o mesmo entendimento, compreendendo a estratégia e focado na visão, não está habilitado para conquistar e possuir um território, podendo até mesmo ser ferido ou destruído no meio da guerra. O rhema nos diz que Ele mesmo nos designa para fins e propósitos e que Ele mesmo nos habilita como um povo com um final esperado. 

Nessa festa refletimos nos lembrando da passagem bíblica em que Deus mandou Abraão sacrificar seu filho Isaque. Mesmo contrariado, Abraão se dispôs a cumprir a ordem e levou Isaque para uma montanha isolada. Quando ia sacrifica-lo, um anjo apareceu e pediu que Abraão não ferisse o filho, pois Deus só queria testar sua lealdade. Aliviado, Abraão avistou um carneiro e o sacrificou no lugar de Isaque. Isso nos faz lembrar que obediência é sempre o melhor caminho para a bênção e que o Senhor sempre providencia o que precisarmos em nossa jornada. O pão que compartilhamos hoje é doce, pois doce é o paladar da vontade do Senhor para nós (boa, agradável e perfeita) e com a doçura do amor de Jesus em nós, tão misturado a nós que já não mais será possível nos distinguir dele, então seremos apreciados pela cidade, pelas pessoas, pela vida, como expressão de Sua glória.

Um feliz e doce início de ciclo, meus amados!

Pr. Fidelis Paixão
Ministério Ágape da Restauração
Rondon do Pará - PA

Fonte: Ronaldo Wrobel: “Nossas Festas – celebrações judaicas”. São Paulo, Francis ed., 2007.

1 comentários:

Yo'el Ben Yisra'el disse...

Muito legal Pastor.
Aqui na congregação de Atos em Recife-PE nós também celebramos o Yom-Teruá (Rosh HaShaná) assim como Sukkot,que na minha opnião foi a melhor de todas as celebrações que tivemos neste ano.Quem sabe um dia eu possa celebrar uma festa dessas aí com vocês.

Shalom!