Rosh Hashaná marca o início do ano novo no calendário bíblico. Para nosso entendimento, marca o inicio de um novo ciclo. Essa festa foi estabelecida por Deus em Levíticos 23:23-42 e é também o início de um período de dez dias chamados Iamim Noraim (em hebraico, dias temíveis), que termina em Iom Kipur (Festa da Expiação). Durante esses dias, reavaliamos atitudes, confessamos pecados e lamentamos os erros cometidos no ano (ou ciclo) que passou. Onde erramos? Por que erramos? O que deveríamos ter feito de melhor ou diferente? Planejamos ser melhores no ano (ou ciclo) que vai começar. Essa reflexão é chamada de teshuvá, que em hebraico significa retorno, no sentido de “retorno ao Senhor através do arrependimento pelos erros cometidos”.
Na congregação hoje nós oramos, refletimos, louvamos e compartilhamos do pão e do vinho, em memória a Yeshua, que se deu por amor a nós, para propiciar o perdão de nossos pecados e nos reconciliar com Deus. O momento mais importante da cerimônia é o toque do shofar. Durante o toque do shofar somos motivados a abrir nossos corações e pedir a Deus que nos dê um ano (ciclo) novo doce e feliz. O toque do shofar desperta nossas consciências para a teshuvá (orações). Essa celebração de Rosh Hashaná também é conhecida como "Festa das Trombetas". A Palavra diz que quando Yeshua voltar, os sons das trombetas soarão por toda a terra. Trombetas nos convocam para ações urgentes, para nos levantarmos, estarmos em prontidão e marcharmos.
Em Rosh Hashaná o Senhor nos chama para refletirmos sobre o seu propósito para nós como um povo com um rhema. Chamados para possuir uma terra, para influenciar com a cultura do reino, para preparar um legado para as próximas gerações, precisamos estar aptos. Um exército que não marcha unido, no mesmo passo e com o mesmo entendimento, compreendendo a estratégia e focado na visão, não está habilitado para conquistar e possuir um território, podendo até mesmo ser ferido ou destruído no meio da guerra. O rhema nos diz que Ele mesmo nos designa para fins e propósitos e que Ele mesmo nos habilita como um povo com um final esperado.
Um feliz e doce início de ciclo, meus amados!
Pr. Fidelis Paixão
Ministério Ágape da Restauração
Rondon do Pará - PA
Fonte: Ronaldo Wrobel: “Nossas Festas – celebrações judaicas”. São Paulo, Francis ed., 2007.

1 comentários:
Muito legal Pastor.
Aqui na congregação de Atos em Recife-PE nós também celebramos o Yom-Teruá (Rosh HaShaná) assim como Sukkot,que na minha opnião foi a melhor de todas as celebrações que tivemos neste ano.Quem sabe um dia eu possa celebrar uma festa dessas aí com vocês.
Shalom!
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